A atividade de pesca amadora no Brasil tem apresentado um crescimento
vertiginoso nos últimos anos. O que era uma atividade de
lazer transformou-se em uma indústria cada vez mais forte,
que movimenta anualmente milhões de dólares em segmentos
tão diversos como a importação e a exportação,
a aqüicultura, o turismo e a mídia especializada.
Considerando-se apenas o universo de peixes esportivos, as águas
brasileiras abrigam mais de 100 espécies. Em termos de áreas
de pesca, o país oferece tudo o que o pescador pode desejar:
rios caudalosos cercados por florestas tropicais, corredeiras, lagos,
e mais de 8.000km de costa, com uma grande extensão de praias,
manguezais e costões sem contar o alto-mar.
Dado a esse grande potencial, foi criado pelo Ministério
do Esporte e do Turismo/EMBRATUR e Ministério do Meio Ambiente/IBAMA
o Programa Nacional de Desenvolvimento da Pesca Amadora - PNDPA,
que tem o objetivo de transformar a atividade de pesca amadora em
instrumento de desenvolvimento econômico, social e de conservação
ambiental.
O PNDPA recebe apoio do Programa das Nações Unidas
para o Desenvolvimento - PNUD, por meio do Projeto Pesca Amadora
PNUD/BRA/97/012, e conta com a parceria dos estados e municípios
onde a pesca amadora tem se desenvolvido ou apresenta potencial
para desenvolvimento.
Atualmente, o PNDPA está sob a responsabilidade do IBAMA,
na Diretoria de Fauna e Recursos Pesqueiros, Coordenação
Geral de Gestão dos Recursos Pesqueiros, Gerência de
Projetos Especiais.
O PNDPA tem atuado no sentido de fortalecer a pesca amadora como
atividade importante para o turismo, o comércio e a indústria,
e também para a conservação do meio ambiente
e da cultura e tradição das populações
locais, a partir das seguintes ações:
- Proposição/adequação de instrumentos
legais para a pesca amadora
- Capacitação das populações ribeirinhas/costeiras
como guias de pesca
- Prospecção de novas áreas para a pesca
amadora
- Busca de investimentos para o desenvolvimento do setor
- Divulgação do Brasil no exterior, visando aumentar
o número de turistas estrangeiros que pescam no Brasil
- Fomento à realização de feiras e torneios
de pesca amadora
- Divulgação da importância da Licença
para Pesca Amadora, visando o aumento de pescadores licenciados
- Educação ambiental, alertando sobre a necessidade
de conservar o meio ambiente e como cada pescador pode ser parceiro
dos órgãos ambientais nesse trabalho
- Melhoria da fiscalização, por meio da transmissão
de conhecimentos sobre pesca aos fiscais ambientais
- Promoção de pesquisas para conhecer melhor a ecologia
dos peixes esportivos
Nessas ações, o PNDPA conta, também, com a
colaboração dos pescadores amadores, das populações
ribeirinhas e costeiras, de empresas privadas, universidades e institutos
de pesquisa, organizações governamentais e não-governamentais,
entre outros parceiros.
Fonte: http://www.ibama.gov.br/pescaamadora